| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Columbiformes |
| Família: | Columbidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Columbinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | Z. auriculata |
A avoante (Zenaida auriculata) ou pomba-de-bando é uma ave columbiforme da família Columbidae também chamada de pomba-amargozinha em alguns do locais de São Paulo. Em certos períodos representa uma importante fonte de alimentação para populações locais da região Nordeste do Brasil.
Costuma ser uma ave gregária, podendo formar bandos de milhares de indivíduos durante migrações ou em pousos coletivos em locais onde dormem. Também é conhecida pelos nomes de pombinha, arribaçã, arribação, bairari, cardigueira, cardinheira, guaçuroba-pequena, juriti-carregadeira, pairari, pararé, parari, pomba-amargosinha, pomba-de-arribação, pomba-do-meio, pomba-do-sertão, pomba-parari, pomba-pararu, rabaçã, rabação, rebaçã, ribaçã, ribação, rolinha, pomba-cariri, amargosinha, avoete.
Seu nome científico significa: Zenaida = referente ao genêro Zenaida; Bonaparte, 1825; e do (latim) auriculata, auriculatus diminutivo de auris= pequena orelha. ⇒ (Pomba) Zenaida, com pequena orelha.
Tem o dorso pardo, cabeça com duas faixas negras laterais e manchas negras nas asas.
Além do tamanho, outra característica capaz de identificá-la são as duas listras negras e pequenas atrás dos olhos, formando como se fossem orelhas (origem do nome latino auriculata = com orelhas).
Os olhos são envoltos por uma pele azulada. Nas asas, as bolas negras também são marcantes. Voa muito rápido, com modificações de altura e em ziguezagues, diferente das demais pombas.
Essa espécie de pomba chega a medir até 25 centímetros de comprimento. De tamanho intermediário entre uma rolinha e um pombo, só pode ser confundida com as juritis (gênero Leptotila), mas ao contrário dessas não ocorre em florestas e bosques, sendo estritamente campestre. O macho tem a cabeça azulada e seu pescoço quando iluminado pela luz do sol mostra manchas cor-de-rosa e azuis para atrair a fêmea na época de acasalamento, quando este se exibe enchendo o pescoço. Na fêmea a cabeça é de um tom amarronzado meio ruivo, com o pescoço de um tom amarelado e esverdeado quando a luz do sol o ilumina. No entanto, fora da época reprodutiva, as cores das penas de ambos os sexos são praticamente idênticas, não havendo dimorfismo sexual.
Possui onze subespécies:
O que é leucismo?
O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
O leucismo é diferente do albinismo: os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.
O oposto do leucismo é o melanismo.
O que é flavismo?
Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenoides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).
Alimenta-se de grãos silvestres e de brotos de plantações. Os grandes bandos desta ave podem se transformar em pragas agrícolas em culturas de grãos. Geralmente são atraídas por restos de alimentos, farelos de milho e pães.
É muito prolífica. Em alguns locais pode construir seu ninho diretamente no chão, mas é mais comum que o construa em arbustos, palmeiras ou até mesmo no forro de telhados. O ninho é um amontoado de gravetos tão ralo que às vezes é possível ver os ovos através dele. Não é de se estranhar que tantos ovos e filhotes caiam derrubados pelo vento ou pela chuva. Geralmente são criados 2 ou 3 filhotes por ninhada. Estes são alimentados por ambos os pais e deixam o ninho dentro de duas semanas. Pode aproveitar ninhos de asa-branca quando estes são feitos em muros.
Migratória no nordeste do Brasil, sua população no interior de São Paulo e Paraná explodiu a partir de 1970, ao adaptar-se aos ambientes criados pela agricultura e pecuária. Nessa área do país é conhecida como pomba-amargosa. É uma das poucas aves de ambiente terrestre na ilha de Fernando de Noronha, no meio do Oceano Atlântico.
Originalmente ave campestre típica da caatinga, cerrado e campos, atualmente vem aumentando significativamente sua distribuição, beneficiada pelo desmatamento, e nas ultimas décadas conquistou efetivamente o ambiente urbano, chegando até mesmo a grandes metrópoles como São Paulo, onde sua população vem aumentando a cada ano.
No Nordeste, onde realiza migrações locais conforme as secas, também forma bandos enormes. Nessa região era muito caçada, chegando a ser vendida em feiras populares. Atualmente, nas zonas rurais, é combatida como praga da lavoura.
É provável que esteja deslocando a rolinha-roxa (Columbina talpacoti) nas cidades. Muitos têm observado um declínio na população da última espécie e um aumento visível na população da pomba-de-bando. Seu porte, com até 25 cm de comprimento, é maior que o da rolinha, que chega a 17 cm. Também é encontrada em fios de eletricidade.